As minhas corridas na estrada

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Aquele post #5

"Esquizofrénico, estável ou nenhum dos dois. Espero apenas que 2018 seja mais um ano com muita montanha, muita aventura e muitas horas a fazer aquilo que mais gosto, com quem mais gosto. Mal posso esperar!"

Foi assim que acabei o post resumo de 2018 e que estive agora a reler. Ora, assim de repente: houve montanha, houve aventura, houveram muitas horas (426, segundo o Strava) a fazer o que gosto e definitivamente rodeado por pessoas de quem gosto. Por isso, vou começar pela conclusão: 2018 foi um sucesso!

Mas nem tudo correu bem.

Primeiro foram as sessões de ginásio, que tanto me ajudaram em 2017 e no inicio de 2018. Gostava mesmo daquilo, tanto que já estava a fazer 3 por semana, a juntar aos 6 treinos de corrida. Infelizmente é muita coisa para encaixar nas madrugadas e estava a sair do ginásio às 8, depois de 1 hora de corrida e 1 hora de ginásio, quando tinha que sair para o trabalho às 8:20. Eram 3 manhãs demasiado stressantes e tive mesmo que abandonar. Talvez quando os miúdos forem mais velhos volte a ter disponibilidade ao fim do dia.

Depois foi a porcaria de um músculo da coxa, que me azucrinou desde Abril até Outubro. Fui fazer o MIUT lesionado, naveguei em piloto automático até ao X-Alpine para não agravar e passei UM MÊS INTEIRO sem correr, em Julho. Mas nem tudo a coxa estragou. Como não podia correr acabei por nadar todos os dias desse mês, redescobrindo uma paixão antiga e atingindo uma forma interessante. O resultado foram algumas travessias, até 7 ou 8km, e uma prova de Swimrun. Depois de voltar a correr livremente a natação acabou por ficar novamente para trás, mas não está esquecida. 2019 vai meter água, de certeza!

2018 foi ainda o ano em que, depois de andar anos a adiar, finalmente passei a tomar atenção ao que como. Começou pelo açúcar, que eliminei logo em Janeiro (fez agora um ano), passei a consumir muito mais verdes e frutas e menos arroz, massa e pão. Sinto-me melhor! Principalmente a correr, mas também no dia a dia. Com o mesmo nível de treino perdi cerca de 5kg, quando achava que já estava no peso ideal. Não vos vou dizer que a mudança foi radical, mas sinto-me bem e tenho a certeza que estou a fazer bem ao meu corpo.

Quanto a números, o mês de paragem acabou por mesmo assim não afectar o volume de km. Foram 3600 de corrida, o mesmo do ano passado. Já o desnível acabou por ser menor, 123k D+, números parecidos com 2017, contra 140k de 2018. Menos semanas de 3000+, muitas com 2000+. Não tenho grande explicação para isto, também não sinto que a minha forma tenha sido afectada, por isso não lhe dou grande importância.

O ano começou bem, logo em Janeiro nos Reis. Depois andei enfiado em buracos em Poiares e lidei com alguns problemas intestinais no Sicó. A preparação para a primeira grande do ano continuou numa aventura sky em Vouzela, que adorei. Finalmente chegou o MIUT, pela quarta vez. Não foi o melhor ano nem o pior, foi o ano em que percebi que, como todos, tenho limitações e que por mais que queira há patamares que não vou atingir. A seguir fiz a tal gestão até chegar aos Alpes, com passagem pela Serra Amarela no Gerês, aquela que para mim foi a prova do ano. O X-Alpine foi mais uma daquelas "aventuras de uma vida" que revisito muitas vezes em pensamento. O mês seguinte foi de descida à terra. 30 dias sem correr, coisa que não acontecia há anos. Nadei, muito, e até fui ao pódio de uma prova de Swimrun, um mundo novo que faço intenção de explorar no ano novo. Até ao fim do ano ainda estavam por fazer os 100km mais rápidos da minha vida, numa prova diferente mas que foi muito dura, em Abrantes, e mais incursões pelo sky, na sempre espetacular Serra da Freita e na irmã Serra da Arada, naquela que foi a surpresa do ano.







Em 2019 vou interromper uma corrente já com alguns anos e não vou fazer nenhuma prova no estrangeiro. Devido à contenção orçamental mas também porque ainda não estou com vontade de fazer 100 milhas novamente. Cada vez gosto mais de provas de 100km, sinto-me confortável e acho que ainda há muito para explorar nessa distância. Talvez 2020 seja o ano de voltar aos 168km! 

Quantos a provas, as três grandes serão a Travessia Integral da Serra de Montemuro (110km), já daqui a 4 semaninhas, o MIUT (quem diria?!?) e o Ultra Trail Serra da Freita. Sim, vou finalmente à Freita! Como fico com Julho livre por não ir ao estrangeiro abre essa hipótese. 

Como disse lá atrás, 2019 também vai meter água. Quero fazer pelo menos duas provas de Swimrun e talvez uma loucura qualquer de águas abertas. É um desafio que me alicia bastante.

Vou repetir algumas das melhores de 2018, como a Serra Amarela e o Pisão, experimentar algumas provas novas e ainda fazer um regresso à maratona, no Porto! Quero melhorar nas distancias de trail até aos 50km, é onde sou mais competitivo e confesso que me dá grande pica andar no limite. 

Ao contrário do que parece ser a corrente geral, gostava de em 2019 fazer mais provas! Se não as fizer será mesmo por falta de dinheiro, porque eu gosto muito de provas. Dá-me oportunidade de conhecer sítios novos e testemunhar o esforço de organizações, o que me dá muito prazer. 

As linhas gerais para 2019 estão traçadas, mas muito ainda haverá para descobrir. De certeza que vão ser 12 meses intensos com "muita montanha, muita aventura e muitas horas a fazer aquilo que mais gosto, com quem mais gosto." Até já!